O vento
afaga a areia
da praia deserta.
Com o início da chuva
todos os homens
foram embora.
O mar,
agora um artista solitário,
parece arrebentar mais forte.
Suas ondas,
como a mostrar
que não são movidas
por trajes de banho coloridos,
buscam com redobrada ânsia
o impacto com as rochas.
Após cada encontro,
uma branca espuma
cobre e descobre
o negrume da rocha.
Não há intervalo.
O espetáculo
não pode parar.
Sérgio Q Medeiros
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
O fim azul
O mar
começa cinza,
torna-se verde
e se perde azul.
O mar
termina azul.
A minha vizinha
gostava de rosa,
ficou doente
e apodreceu.
Mas ainda resta o consolo
da companhia
de vermes azuis.
Sérgio Q Medeiros
começa cinza,
torna-se verde
e se perde azul.
O mar
termina azul.
A minha vizinha
gostava de rosa,
ficou doente
e apodreceu.
Mas ainda resta o consolo
da companhia
de vermes azuis.
Sérgio Q Medeiros
domingo, 13 de março de 2011
Trago meu rancor para o mar
À noite,
eu venho ver o mar.
Trago
meu rancor
para o mar.
Olho o mar
e quero jogar
o meu rancor
nesse mar.
Em cada onda,
quero que siga
a minha raiva.
Desejo a calma
desse mar.
Desejo que esse mar
carregue o meu rancor.
Sérgio Medeiros
eu venho ver o mar.
Trago
meu rancor
para o mar.
Olho o mar
e quero jogar
o meu rancor
nesse mar.
Em cada onda,
quero que siga
a minha raiva.
Desejo a calma
desse mar.
Desejo que esse mar
carregue o meu rancor.
Sérgio Medeiros
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Cores para se colorir
As coisas possuem cores que
nem sempre imaginamos.
De tanto colorir
De tanto
colorir o mar
em encartes de desenho
ele quis virar marinheiro.
O mar,
que pintava sempre de azul,
ele viu que podia ser,
às vezes, verde também.
Tivesse descoberto isso
nos seus anos de escola
quantos lápis azuis
não teria ele poupado...
Mas e o que seria
da sua amiga Ritinha,
que sempre pintava de verde
os sapos das suas princesas?
Sérgio Medeiros
nem sempre imaginamos.
De tanto colorir
De tanto
colorir o mar
em encartes de desenho
ele quis virar marinheiro.
O mar,
que pintava sempre de azul,
ele viu que podia ser,
às vezes, verde também.
Tivesse descoberto isso
nos seus anos de escola
quantos lápis azuis
não teria ele poupado...
Mas e o que seria
da sua amiga Ritinha,
que sempre pintava de verde
os sapos das suas princesas?
Sérgio Medeiros
terça-feira, 7 de abril de 2009
Super pra cima
Andei consultando o caderno em busca de algo mais "animado" para colocar aqui no blog, embora deva confessar que não foi uma missão muito fácil.
Bom, abaixo segue a escolhida :-)
O Mar entre as Montanhas
O mar entre as montanhas
é quase sobre.
Num lado,
se sobe ao céu.
No outro,
se desce ao mar.
Entre subir e descer,
é uma delícia continuar,
seja descendo a serra,
seja subindo ao mar.
Os pássaros estão indecisos,
esperam e pensam um pouquinho
para aonde querem voar,
se para cima da serra,
ou para dentro do mar.
Um peixe vem se queixar
que, se pudesse também voar,
não subiria as montanhas,
nem desceria ao mar,
mas pousaria na praia
e ficaria a descansar.
Sérgio Medeiros
Bom, abaixo segue a escolhida :-)
O Mar entre as Montanhas
O mar entre as montanhas
é quase sobre.
Num lado,
se sobe ao céu.
No outro,
se desce ao mar.
Entre subir e descer,
é uma delícia continuar,
seja descendo a serra,
seja subindo ao mar.
Os pássaros estão indecisos,
esperam e pensam um pouquinho
para aonde querem voar,
se para cima da serra,
ou para dentro do mar.
Um peixe vem se queixar
que, se pudesse também voar,
não subiria as montanhas,
nem desceria ao mar,
mas pousaria na praia
e ficaria a descansar.
Sérgio Medeiros
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