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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Papelaria

Na papelaria
namoramos
as grandes coleções
de lápis coloridos.

Que belas coleções
de lápis de cor!

Mas para colorir
os meus desenhos
não preciso de todos
os lápis coloridos.

Bastam-me duas
ou três cores
e eu te pinto
por inteiro.

Sérgio Q Medeiros

quarta-feira, 10 de março de 2010

Poema do não saber

Não sei se bebo,
se te escrevo,
ou leio um livro
e me adormeço.

Não sei se logo
a chuva cai,
ou se essa nuvem
só se distrai.

Não sei se volto
durante o inverno,
ou se outro tempo
é o tempo certo.

Não sei se pinto
o seu nariz,
ou se cubro teus lábios
com as cores do meu giz.

Sérgio Medeiros

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Cores para se colorir

As coisas possuem cores que
nem sempre imaginamos.


De tanto colorir

De tanto
colorir o mar
em encartes de desenho
ele quis virar marinheiro.

O mar,
que pintava sempre de azul,
ele viu que podia ser,
às vezes, verde também.

Tivesse descoberto isso
nos seus anos de escola
quantos lápis azuis
não teria ele poupado...

Mas e o que seria
da sua amiga Ritinha,
que sempre pintava de verde
os sapos das suas princesas?

Sérgio Medeiros

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Sobre Cores e Dragões

Às vezes um poema nasce de outro, que você lê e acha bonito. A idéia então fica circulando e, com alguma sorte, um dia ela se transforma em uma poesia. O desejo de fazer esta poesia veio depois de ler uma no blog As Outras Palavras: http://asoutraspalavras.blogspot.com

Sobre Cores e Dragões

Fui na terra dos dragões
procurar uma princesa.

Dragões azuis,
guardavam princesas louras.

Dragões verdes,
as ruivas.

E dragões amarelos,
as de cabelo cacheado.

Parei um dragão vermelho
e perguntei qual deles
seria mais difícil vencer:

- Os azuis, sem dúvida!
ele me respondeu

Quando vi um dragão preto,
que passava despreocupado,
fiz a mesma pergunta:

- Não se meta com os verdes,
disse-me o dragão preto,
pois são cobras com asas.

E por fim um dragão branco,
me aconselhou aos amarelos evitar.

Peguei então a minha lança
e fui saindo cabisbaixo,
quando uma grande chuva azul
começou a cair.

Os dragões amarelos,
que andavam sem guarda-chuva,
ficaram todos verdes
e foram cuidar das princesas ruivas.

Escolhi então uma princesa de belos cachos
e fui viver feliz no seu palácio.

Sérgio Medeiros