O mar
começa cinza,
torna-se verde
e se perde azul.
O mar
termina azul.
A minha vizinha
gostava de rosa,
ficou doente
e apodreceu.
Mas ainda resta o consolo
da companhia
de vermes azuis.
Sérgio Q Medeiros
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
domingo, 30 de novembro de 2008
Fim
Pelas minhas lembranças, esse foi o meu segundo poema.
É um pouco melancólico (como a maioria).
Eu sempre fico matutando sobre o final da poesia: "para se extinguir."
No fim, acho que soa um pouco estranho mesmo, caso contrário eu não ficaria
pensando a respeito.
Fim
No dia dos seus anos
Lá estava ele
Alinhado na sala
Diante de todos
Seu filho na cadeira vazia
Sua mulher por aí
A família distribuída
pelos espaços em branco.
E sua vida em cima do bolo
Diante de si
Queimando lentamente
Sem pressa de acabar
Tentando se prolongar
Quem sabe até chegar alguém
Que possa fazê-lo existir
Hoje talvez não seja
Um bom dia para se extinguir.
Sérgio Medeiros
É um pouco melancólico (como a maioria).
Eu sempre fico matutando sobre o final da poesia: "para se extinguir."
No fim, acho que soa um pouco estranho mesmo, caso contrário eu não ficaria
pensando a respeito.
Fim
No dia dos seus anos
Lá estava ele
Alinhado na sala
Diante de todos
Seu filho na cadeira vazia
Sua mulher por aí
A família distribuída
pelos espaços em branco.
E sua vida em cima do bolo
Diante de si
Queimando lentamente
Sem pressa de acabar
Tentando se prolongar
Quem sabe até chegar alguém
Que possa fazê-lo existir
Hoje talvez não seja
Um bom dia para se extinguir.
Sérgio Medeiros
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