Este é um poema forte,
que não pega resfriado.
Este é um poema operário,
que acorda cedo,
martela versos
e não falta ao trabalho
sem justa causa.
Este é um poema sofredor,
que crê em realizações
um pouco improváveis.
Este será um poema de amor?
São já várias linhas
sem ganhar beijo ou afago,
mas ainda é tempo
de aparecer uma mocinha.
Sérgio Q Medeiros
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 11 de outubro de 2011
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Sobre o que às vezes fica do amor
Às vezes do amor
fica só a conveniência
e umas tantas relações
já bem estabelecidas.
Fica uma sogra pra visitar,
um amante para gozar
e muito pouco
do que levou até ali.
Às vezes fica só
um filho pra se criar,
uma casa para dividir
e algumas panelas velhas.
Ficam retratos coloridos
lembrando de alguém
que foi tão próximo
e hoje é quase estranho.
Sérgio Medeiros
fica só a conveniência
e umas tantas relações
já bem estabelecidas.
Fica uma sogra pra visitar,
um amante para gozar
e muito pouco
do que levou até ali.
Às vezes fica só
um filho pra se criar,
uma casa para dividir
e algumas panelas velhas.
Ficam retratos coloridos
lembrando de alguém
que foi tão próximo
e hoje é quase estranho.
Sérgio Medeiros
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Pintando você de azul
Pintando você de azul
Foi de azul que te colori
em toda tarde que te vi.
E de azul também te pintei
naqueles dias chuvosos,
em que fugíamos da chuva
com passos precipitados.
Mas o amor,
não seguia apressado.
O amor,
andava a passos lentos,
da mesma cor
de um passeio de mãos dadas.
Tão bom
que nem se lembrava
aonde queria chegar.
Sérgio Medeiros
Foi de azul que te colori
em toda tarde que te vi.
E de azul também te pintei
naqueles dias chuvosos,
em que fugíamos da chuva
com passos precipitados.
Mas o amor,
não seguia apressado.
O amor,
andava a passos lentos,
da mesma cor
de um passeio de mãos dadas.
Tão bom
que nem se lembrava
aonde queria chegar.
Sérgio Medeiros
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Aproveitando o gancho
Bom, aproveitando o gancho do post anterior, resolvi colocar
esta poesia, que também fala sobre quando o amor acaba.
Essa já é bem mais antiga e o tema é velho.
Eu lembro quando era menor e ia na missa, ouvia o padre
falando do fim do casamento no sermão.
Eu pensei no tempo, que geralmente é remédio pra tudo,
mas nesse caso está mais para o vilão da história.
E o amor acabou
O marido velho
e barrigudo,
que procura
nas moças novas
o viço que
sua esposa
talvez já não tenha,
um dia também foi
um namorado apaixonado.
Caminhou de braços dados,
sentiu frio na barriga,
mandou rosas, deu bombons,
e jurou amor eterno.
Pelo caminho,
o amor parece que ficou,
e não chegou
na meia idade.
Se perdeu pela cidade,
andou em vão.
Fez poesia,
faltou rima.
Já não diz: coração!
Sérgio Medeiros
esta poesia, que também fala sobre quando o amor acaba.
Essa já é bem mais antiga e o tema é velho.
Eu lembro quando era menor e ia na missa, ouvia o padre
falando do fim do casamento no sermão.
Eu pensei no tempo, que geralmente é remédio pra tudo,
mas nesse caso está mais para o vilão da história.
E o amor acabou
O marido velho
e barrigudo,
que procura
nas moças novas
o viço que
sua esposa
talvez já não tenha,
um dia também foi
um namorado apaixonado.
Caminhou de braços dados,
sentiu frio na barriga,
mandou rosas, deu bombons,
e jurou amor eterno.
Pelo caminho,
o amor parece que ficou,
e não chegou
na meia idade.
Se perdeu pela cidade,
andou em vão.
Fez poesia,
faltou rima.
Já não diz: coração!
Sérgio Medeiros
Marcadores:
amor,
marido velho,
meia idade,
poesia
Assinar:
Postagens (Atom)