Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saudade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um recado da saudade

Há vários dias
que chove.

Chove um pouco,
chove forte,
chove...

A minha vizinha
saiu sem o guarda-chuva
e voltou molhada pra casa.

Para a minha vizinha
essa água que cai do céu
é apenas mais uma preocupação.

Perdi meu guarda-chuva
e enquanto a chuva não passa
eu olho os pingos da janela.

Da minha janela
essa chuva, que não passa,
é um recado da saudade.

Sérgio Q Medeiros

domingo, 28 de novembro de 2010

Sempre tive esta saudade

Sempre tive esta saudade
das coisas não vividas
que a chuva parece trazer de volta.

Saudade de onde não estive,
do que não participei,
das palavras que não disse
e dos beijos que não dei.

Sempre tive esta saudade,
de tudo que não era eu.

Sérgio Medeiros

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Uma partida pela saudade de voltar

Eu quero seguir
para uma pedra alta,
uma praia sem ondas,
uma floresta de árvores silenciosas.

Eu quero fugir
para longe dos passos
e desses dias
onde tudo é só cansaço.

Eu quero me unir
ao desejo,
quase satisfeito,
que dorme para não arrefecer.

Eu quero ir
e deixar a mesa posta,
pois se parto
é pela saudade de voltar.

Sérgio Medeiros

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Outra chuva

Gosto de olhar a chuva caindo. Algumas pessoas correm, outras não dão bola. Para alguns, chove todo dia. Para outros, chove de vez em quando. Para outros mais, quase nunca chove.

Saudade da Chuva

Sinto saudade da chuva
como de um passatempo.
Não planto, não colho,
não anseio sofregamente.

Seria um encontro bom,
sem mãos frias,
angústias, exigências mútuas,
decepções mútuas.

Uma relação calma,
com pequenas agitações,
como ondas de lagoa,
como um sono bom.

Sérgio Medeiros

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Açude

Açude é uma palavra que faz parte de mim. Onde eu nasci, em época de inverno, quando chovia vinha logo a pergunta: E o açude? Tá cheio?
Para mim, um açude diz muita coisa.

Pequenos Relatos

Confesso que estou
um tanto quanto
desanimado.

Deve ser
coisa do tempo
que anda frio e fechado.

Mesmo assim,
não chove
para molhar um pouco
o velho açude,
que já foi grande
e hoje anda pequeno,
que nem gente velha,
que vai minguando com o tempo,
até ficar sem importância.

O velho açude cheio
já é quase uma saudade.

Mas saudade não é açude,
que vai secando quando não chove.

Em todas as estações,
a água, para a fonte da saudade,
sempre e calmamente escorre.

Sérgio Medeiros

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Dia chuvoso

Hoje foi um dia muito chuvoso.



Lembranças

A saudade
nem sempre escolhe lembranças bonitas.

Ela escolhe um rato,
Uma noite fria,
no escuro...

Às vezes
recorda um córrego sujo,
E meninos sujos,
correndo na chuva.

Sérgio Medeiros