Eu quero seguir
para uma pedra alta,
uma praia sem ondas,
uma floresta de árvores silenciosas.
Eu quero fugir
para longe dos passos
e desses dias
onde tudo é só cansaço.
Eu quero me unir
ao desejo,
quase satisfeito,
que dorme para não arrefecer.
Eu quero ir
e deixar a mesa posta,
pois se parto
é pela saudade de voltar.
Sérgio Medeiros
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Adeus Pavão Dourado
Em algum dia de domingo eu vi o programa Caminhos e Parcerias da TV Cultura. O tema era trabalho infantil e uma música da trilha sonora que ficou na minha cabeça se chamava Adeus Pavão Dourado.
Este é o link para o programa desse dia:
http://www.tvcultura.com.br/caminhos/11sisal/sisal1.htm
Adeus Pavão Dourado
A menina, sem bonecas,
brincava então com pedrinhas.
A maior delas era o pai,
a mais clara a mãe,
e a menor,
era ela mesma.
A pedrinha pequena
tinha as mãos calejadas
e não devia
ter que trabalhar.
Era uma pedrinha
de oito anos,
que passeava
com a pedra grande,
de bicicleta,
aos domingos.
Ali a pedrinha sorria
e até se esquecia,
de lembrar,
que nem é bom lembrar
certas coisas.
Que mal dormir ela podia,
porque amanhã cedo ela ia
bater pedra com um martelo
para ganhar uma moeda
quando findasse o dia.
Sérgio Medeiros
Este é o link para o programa desse dia:
http://www.tvcultura.com.br/caminhos/11sisal/sisal1.htm
Adeus Pavão Dourado
A menina, sem bonecas,
brincava então com pedrinhas.
A maior delas era o pai,
a mais clara a mãe,
e a menor,
era ela mesma.
A pedrinha pequena
tinha as mãos calejadas
e não devia
ter que trabalhar.
Era uma pedrinha
de oito anos,
que passeava
com a pedra grande,
de bicicleta,
aos domingos.
Ali a pedrinha sorria
e até se esquecia,
de lembrar,
que nem é bom lembrar
certas coisas.
Que mal dormir ela podia,
porque amanhã cedo ela ia
bater pedra com um martelo
para ganhar uma moeda
quando findasse o dia.
Sérgio Medeiros
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