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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Lá vem a poesia soprando

A poesia passa
como um vento
que varre
as folhas das árvores.

Algumas se deixam levar
e vão balançar
ao sabor do vento,
andar por muitos lugares
e quem sabe
nunca voltar.

Outras ficam por lá,
e caem no chão,
tendo um breve momento
a saborear.

Outras folhas
nunca caem.
E contam muitas histórias
de quem ficou e partiu.

De quem o vento levou,
de quem o vento deixou,
daquela noite bonita,
num dia que fez tamanha ventania,
que até a folha mais firme
se deixou levar pela poesia.

Sérgio Medeiros