Muitos homens
nunca lerão um poema.
São homens
que bebem café,
tomam banho de rio,
tem filhos e um cachorro.
Poucos homens
conhecerão meus versos.
E o que direi a esses homens
nos meus versos?
Que também bebo café?
Que tenho saudade de casa?
Que há noites em que fico sem dormir?
Quem sabe ao invés de poemas,
talvez melhor seja
telefonar a cada um desses homens.
Há algo na poesia
que não se pode contar?
Aguardo respostas
para ajudar a rimar.
Sérgio Q Medeiros
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Entre calmo e apressado
Sempre compro um pão quente
Sempre compro
um pão quente
pra comer
com o café.
Sempre passo,
apressado,
a manteiga.
Já com medo
de o pão
logo esfriar.
Sempre gosto
de estar perto
de você.
Quando tenho,
entre os dedos,
o seu cabelo,
o meu desejo,
sempre e sempre,
é de nunca
mais perdê-lo.
Sérgio Medeiros
Sempre compro
um pão quente
pra comer
com o café.
Sempre passo,
apressado,
a manteiga.
Já com medo
de o pão
logo esfriar.
Sempre gosto
de estar perto
de você.
Quando tenho,
entre os dedos,
o seu cabelo,
o meu desejo,
sempre e sempre,
é de nunca
mais perdê-lo.
Sérgio Medeiros
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