Fale baixinho
e fique perto de mim,
me dando leves abraços,
dizendo coisas comuns,
do tempo, do seu cabelo preto.
Não se canse do
meu silêncio,
e aceite os
gestos que não faço.
Você me olha e sorri:
sou um passarinho triste
que não sabe cantar.
Sérgio Medeiros
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A breve história de um passarinho
É sempre difícil começar algo, como também
é difícil não se repetir.
Estou falando de poesia, mas acho que vale
para um novo ano também.
O passarinho e a moça sem jeito
Um pequeno pássaro
estava caído na calçada.
Tão pequeno que era,
não sabia ainda voar.
A moça solteira
foi até o passarinho
fazer um carinho sem jeito.
O passarinho, coitado,
não sabia voar,
deu pequenos passos
para se afastar.
A moça, sem jeito,
deu passos maiores
e alcançou o passarinho.
O passarinho fez então
o seu primeiro, curto, vôo:
da calçada, para o asfalto.
Breve, passa um carro.
As penas colam-se ao chão escuro,
agora também um pouco rubro.
Sérgio Medeiros
é difícil não se repetir.
Estou falando de poesia, mas acho que vale
para um novo ano também.
O passarinho e a moça sem jeito
Um pequeno pássaro
estava caído na calçada.
Tão pequeno que era,
não sabia ainda voar.
A moça solteira
foi até o passarinho
fazer um carinho sem jeito.
O passarinho, coitado,
não sabia voar,
deu pequenos passos
para se afastar.
A moça, sem jeito,
deu passos maiores
e alcançou o passarinho.
O passarinho fez então
o seu primeiro, curto, vôo:
da calçada, para o asfalto.
Breve, passa um carro.
As penas colam-se ao chão escuro,
agora também um pouco rubro.
Sérgio Medeiros
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