Faça-se então
um exílio voluntário,
para longe desse povo,
para um incerto outro lugar.
Faça-se então
uma serena partida,
para longe desse povo
que é feio e sem graça.
Como posso eu, bom moço,
que sou bonito e visto azul,
ficar junto desse povo
que nem esboça a sua cor?
Saio e levo comigo
todos os lápis coloridos
para pintar palavras tristes
em cartas feitas de saudade.
Sérgio Medeiros