Faça-se então
um exílio voluntário,
para longe desse povo,
para um incerto outro lugar.
Faça-se então
uma serena partida,
para longe desse povo
que é feio e sem graça.
Como posso eu, bom moço,
que sou bonito e visto azul,
ficar junto desse povo
que nem esboça a sua cor?
Saio e levo comigo
todos os lápis coloridos
para pintar palavras tristes
em cartas feitas de saudade.
Sérgio Medeiros
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domingo, 9 de janeiro de 2011
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Ainda falando sobre cores
Um Pouco de Cor
Lá por algum dia
em que fazia sol ou chovia,
eu ganhei um pouco de cor.
No começo, foi azul,
que depois tornou-se blue.
Então pintei o azul de vermelho,
pra descobrir os teus segredos
e não me ver como eu vejo.
Assim ganhei esse verniz
rubro, ou encarnado,
como diziam no passado.
O azul não preciso mostrá-lo,
pois continua sempre em mim,
às vezes, azul, às vezes, blue.
Sérgio Medeiros
Lá por algum dia
em que fazia sol ou chovia,
eu ganhei um pouco de cor.
No começo, foi azul,
que depois tornou-se blue.
Então pintei o azul de vermelho,
pra descobrir os teus segredos
e não me ver como eu vejo.
Assim ganhei esse verniz
rubro, ou encarnado,
como diziam no passado.
O azul não preciso mostrá-lo,
pois continua sempre em mim,
às vezes, azul, às vezes, blue.
Sérgio Medeiros
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