É sempre difícil começar algo, como também
é difícil não se repetir.
Estou falando de poesia, mas acho que vale
para um novo ano também.
O passarinho e a moça sem jeito
Um pequeno pássaro
estava caído na calçada.
Tão pequeno que era,
não sabia ainda voar.
A moça solteira
foi até o passarinho
fazer um carinho sem jeito.
O passarinho, coitado,
não sabia voar,
deu pequenos passos
para se afastar.
A moça, sem jeito,
deu passos maiores
e alcançou o passarinho.
O passarinho fez então
o seu primeiro, curto, vôo:
da calçada, para o asfalto.
Breve, passa um carro.
As penas colam-se ao chão escuro,
agora também um pouco rubro.
Sérgio Medeiros
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Daqui pro futuro
Depois do livro escrito, publicado e lançado, o que vem agora?
Bom, tomara que mais poesia :-)
Prentendo postar agora poesias que não estão no livro,
algumas já estão feitas e outras espero que surjam ao
longo do tempo.
Mas antes de começar, acho que é bom dar uma pausa
de mim mesmo. Coloco aqui uma poesia de Daniel Filipe,
um poeta de Cabo Verde que conheci no
Jornal de Poesia:
Romance de Tomasinho Cara-Feia
Farto de sol e de areia
Que é o mais que a terra dá,
Tomasinho Cara-Feia
vai prá pesca da baleia.
Quem sabe se tornará?
Torne ou não torne, que tem?
Vai cumprir o seu destinho.
Só nha Fortunata, a mãe,
Que é velha e não tem ninguém,
Chora pelo seu menino.
Torne ou não torne, que importa?
Vai ser igual ao avô.
Não volta a bater-me à porta;
Deixou para sempre a horta,
que a longa seca matou.
Tomasinho Cara-Feia
(outro nome, quem lho dá?),
farto de sol e de areia,
foi prá pesca da baleia.
— E nunca mais voltará!
Daniel Filipe
Bom, tomara que mais poesia :-)
Prentendo postar agora poesias que não estão no livro,
algumas já estão feitas e outras espero que surjam ao
longo do tempo.
Mas antes de começar, acho que é bom dar uma pausa
de mim mesmo. Coloco aqui uma poesia de Daniel Filipe,
um poeta de Cabo Verde que conheci no
Jornal de Poesia:
Romance de Tomasinho Cara-Feia
Farto de sol e de areia
Que é o mais que a terra dá,
Tomasinho Cara-Feia
vai prá pesca da baleia.
Quem sabe se tornará?
Torne ou não torne, que tem?
Vai cumprir o seu destinho.
Só nha Fortunata, a mãe,
Que é velha e não tem ninguém,
Chora pelo seu menino.
Torne ou não torne, que importa?
Vai ser igual ao avô.
Não volta a bater-me à porta;
Deixou para sempre a horta,
que a longa seca matou.
Tomasinho Cara-Feia
(outro nome, quem lho dá?),
farto de sol e de areia,
foi prá pesca da baleia.
— E nunca mais voltará!
Daniel Filipe
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Lançamento e Agradecimento
Este é um post de agradecimento.
Queria agradecer a todo mundo que apareceu
no lançamento e tornou o momento melhor.
Muito obrigado aos que vieram de longe e aos que
vieram de perto.
Coloquei as fotos aqui:
http://picasaweb.google.com.br/sqmedeiros/LancamentoUmLugarAzulTimbre#Um abraço a todos!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Mais novas ainda
Lembrando que amanhã (1/12) será o lançamento
do livro, a partir das 19h, na Livraria Timbre, no
Shopping da Gávea.
O Velhinho
O velhinho,
tão elegante quando jovem,
não acompanhou as tendências
e já não anda mais na moda.
A sua meia azul
se estica quase até o joelho,
e não combina com a camisa
que foi de uma outra estação.
Entre tantos cabelos brancos,
um se encontra mais arrumado,
porém, não consegue andar sozinho,
nem escolhe as suas roupas.
Sorte que tem uma filha
que o veste sempre bem,
e também tem muitos netos,
que lhe dão meias bonitas de presente.
Sérgio Medeiros
do livro, a partir das 19h, na Livraria Timbre, no
Shopping da Gávea.
O Velhinho
O velhinho,
tão elegante quando jovem,
não acompanhou as tendências
e já não anda mais na moda.
A sua meia azul
se estica quase até o joelho,
e não combina com a camisa
que foi de uma outra estação.
Entre tantos cabelos brancos,
um se encontra mais arrumado,
porém, não consegue andar sozinho,
nem escolhe as suas roupas.
Sorte que tem uma filha
que o veste sempre bem,
e também tem muitos netos,
que lhe dão meias bonitas de presente.
Sérgio Medeiros
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sábado, 21 de novembro de 2009
Mais novas
Quando eu encontrar você
Vai ser o dia mais bonito
quando eu te conhecer.
Vai ser num dia desses em que a gente
já tá até meio cansado de viver.
Mas você vai logo fazer passar
o córrego, o cansaço, a tristeza.
Nem sei como vai fazer isso,
nem como as coisas vão acontecer.
Também não imagino como vou gostar
tanto assim do seu cabelo,
que talvez seja longo, talvez seja curto,
quem sabe loiro, quem sabe ruivo.
Ah, mas vou gostar tanto dele
e de você, mais até do que de mim.
E tudo, vai começar assim,
num dia desses, em que a gente
já tá até meio cansado de viver.
Sérgio Medeiros
Vai ser o dia mais bonito
quando eu te conhecer.
Vai ser num dia desses em que a gente
já tá até meio cansado de viver.
Mas você vai logo fazer passar
o córrego, o cansaço, a tristeza.
Nem sei como vai fazer isso,
nem como as coisas vão acontecer.
Também não imagino como vou gostar
tanto assim do seu cabelo,
que talvez seja longo, talvez seja curto,
quem sabe loiro, quem sabe ruivo.
Ah, mas vou gostar tanto dele
e de você, mais até do que de mim.
E tudo, vai começar assim,
num dia desses, em que a gente
já tá até meio cansado de viver.
Sérgio Medeiros
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Mais velhas
Creio que é tempo de falar do livro e das suas partes.
As poesias do livro estão divididas em três partes:
mais antigas, mais novas e mais novas ainda.
Para quem gosta de números, a primeira parte tem
37 poesias, a segunda 15 e a terceira 32.
A poesia de hoje é da primeira parte do livro.
Fábula
a infrutífera batalha
que nossos homens travaram
em algum povoado distante.
Consta que morreram milhares,
vários inimigos feridos.
Quantas viúvas,
quantas pensões.
Marido herói,
vai render histórias para os filhinhos.
Quando vierem os netos,
já será uma fábula.
Sérgio Medeiros
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A materialização de um lugar azul
Senhoras e senhores,
gostaria de informar que este lugar azul vai agora
existir também na forma de um pequeno e simpático
livro, azul, lógico :-)
O lançamento será no dia 1 de dezembro, 19h,
na Livraria Timbre (Shopping da Gávea).
Sintam-se todos meus convidados :-)
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