Um antigo companheiro
pendurou uma corda no pescoço
e foi viver em um outro jardim.
Era um companheiro
de copo, de trabalho
e de passados carnavais.
E todos sabem
que todo carnaval
tem seu fim.
Pra que aguardar as cinzas
se a corda
está ao alcance da mão?
Então, sem surpresas,
o meu amigo partiu
para um outro jardim.
Sérgio Queiroz de Medeiros
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quinta-feira, 5 de maio de 2011
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Agora falando de rosas
Bebi o dia
Bebi o dia,
bebi a noite,
sorvi em suaves goles
todo o copo da esperança.
Pensei em ti de dia,
escrevi carta à tarde,
e sonhei que contigo
dormia toda a noite.
Fiquei assim um dia,
fiquei assim outro dia,
esvaziei tudo que tinha,
até um restinho de alegria.
Agora ando meio triste,
não dou comida ao cachorro,
não escovo os dentes direito,
nem me animam as moças que passam.
Me sugeriram um passeio,
uns dias de veraneio,
remédios para o espírito,
e procurar um curandeiro.
Decidi plantar um canteiro,
e ter rosas no jardim.
Agora tenho a beleza que quero
bem aqui perto de mim.
Sérgio Medeiros
Bebi o dia,
bebi a noite,
sorvi em suaves goles
todo o copo da esperança.
Pensei em ti de dia,
escrevi carta à tarde,
e sonhei que contigo
dormia toda a noite.
Fiquei assim um dia,
fiquei assim outro dia,
esvaziei tudo que tinha,
até um restinho de alegria.
Agora ando meio triste,
não dou comida ao cachorro,
não escovo os dentes direito,
nem me animam as moças que passam.
Me sugeriram um passeio,
uns dias de veraneio,
remédios para o espírito,
e procurar um curandeiro.
Decidi plantar um canteiro,
e ter rosas no jardim.
Agora tenho a beleza que quero
bem aqui perto de mim.
Sérgio Medeiros
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